sábado, 17 de outubro de 2015

RELAÇÃO LITERATURA E CINEMA


É inegável que toda obra cinematográfica necessita de um bom roteiro. Quando esse roteiro já "vem pronto", ou seja, surge a partir de algo já escrito, o diretor sempre busca melhorá a sua ADAPTAÇÃO. Isso mesmo! nenhum filme que foi baseado em livro necessariamente precisa seguir à risca sua obra escrita para causar comoção e ser considerado um bom filme. Lógico que a essência da obra original jamais deve ser perdida. Vejamos alguns exemplos:

1- ORGULHO E PRECONCEITO (2005)


Escrito originalmente por Jane Austen, uma das mais célebres autoras de romances feministas de todos os tempos, é um romance que narra a história de duas famílias - uma extremamente orgulhosa, e a outra dotada de preconceitos sociais - onde o amor fala mais alto entre Elizabeth e Darcy. Sua adaptação para os cinemas contou com a direção de Joe Wright (diretor do atual Peter Pan) que teve como maior trabalho representar os  cenários fechados que Jane põe em suas obras. O diretor teve de transformar longas sequências de diálogos em imagens e cenários com trilha sonora e dinamismo. Para muitos a técnica funcional, para outros a ousadia extrapolou e fugiu da lógica da obra original. Enfim, não se pode agradar a todos!

2- O ILUMINADO (1980)



Stephen King é talvez um dos autores que mais teve suas obras adaptadas para o cinema. Logicamente porque ele consegue reunir em seus livros o mistério, a ação e o desenrolar necessário para produzir uma boa obra cinematográfica. Mas para todo bom autor sempre há um bom diretor (na verdade essa frase eu inventei), e Stanley Kubrick conseguiu adaptar perfeitamente a obra promovendo um dos mais instigantes filmes de terror de todos os tempos.




Muitas outras obras são clássicas e muitas nem sabemos que são obras adaptadas de livros!