quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Resenha Crítica: O Grande Hotel Budapeste (2014)

CADA CENA, UMA OBRA DE ARTE!

            (Por César Lins)

            Wes Anderson é um Jovem promissor que em seus filmes gosta de colocar aquele tom artístico que os tornam únicos!

            O que vemos em The Grand Budapest Hotel (2014) é uma comédia bastante pitoresca que narra a história de dois amigos durante o período entre Guerras. O fictício Hotel Budapeste é cenário para inúmeros acontecimentos marcantes. Sr Gustave que é o dono do Hotel, é uma figura extremamente carismática que logo nas primeiros cenas fazem com que o espectador dê boas gargalhadas com seus sarcasmos. Zero transmite a figura de um divertido mensageiro de hotel que juntos com Sr. Gustave formam um dupla perfeita.

            Assim como em Monrise Kingdom (2012), Wes não abre mão de suas estruturas absurdas que desafiam as da engenharia e porque não da gravidade! O hotel é construído fora dos padrões em uma montanha extremamente íngreme, isso faz lembrar a casa na árvore de Monrise Kingdom.

            O foco do filme é amizade entre os protagonistas que ultrapassa o fato de um personagem ser o dono do hotel e o outro um simples mensageiro. Ambos têm muito em comum.

           
Tecnicamente falando, o filme é perfeito. Os belos cenários, os figurinos, a maquiagem, a fotografia e a ousadia de Wes Anderson. É possível notar que ele gosta de simetria em suas cenas, que as câmeras fazem um papel fundamental na passagem de cada take.


Assim, vemos mais uma vez o desperdício que foi o Oscar não tê-lo eleito como melhor filme. Mas como bem conhecemos, o Grande Hotel Budapeste, não faz o perfil do Oscar que tende a premiar filmes já feitos especialmente para a academia.

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